A Folha examinou a biografia de Jair Bolsonaro escrita por Flávio em 2017. O texto nega o golpe de 1964, descreve militares como heróis, chama Ustra de homem correto e defende a ação policial que matou 111 presos no Carandiru. Em 2026, sua assessoria disse que o livro expressa valores também seus, entre eles democracia, família e liberdades. Relatórios oficiais documentam tortura e mortes no DOI-Codi comandado por Ustra.
Por que isso importa
A forma como um candidato interpreta uma ditadura, um comandante de órgão de repressão e a violência estatal informa seu compromisso político com democracia, direitos humanos e limites ao poder público.
A visão sobre violência de Estado orienta governo
A forma como um candidato trata ditadura, tortura e massacres indica seus limites para polícia, Forças Armadas e direitos civis.
- democracia
- segurança pública
- direitos humanos
Passagens do livro de 2017
A reportagem transcreve e contextualiza trechos em que Flávio nega o golpe, elogia Ustra, defende a ação no Carandiru e critica direitos humanos.
Fontes: 1Registros oficiais sobre o DOI-Codi
Relatórios de comissões da verdade documentam a estrutura repressiva, as torturas e as mortes vinculadas ao órgão comandado por Ustra.
Fontes: 2, 3O retrato de 2017 e a defesa atual da democracia
O livro atribuído a Flávio nega o golpe militar, elogia Ustra e defende a ação policial no Carandiru.
Síntese de reportagem sobre o conteúdo da obra; o acervo ainda busca referência paginada do livro.
Folha de S.Paulo · abrir fonte originalNa disputa atual, apresenta-se como defensor da democracia e das liberdades.
A comparação aponta tensão política entre registros, sem afirmar incompatibilidade lógica absoluta.
Folha de S.Paulo · abrir fonte originalDisse que o livro traz fatos e passagens de Jair Bolsonaro e valores que também são de Flávio, como defesa da democracia, da família e das liberdades de pensamento e econômica.
Fontes: 1O que foi decidido
As posições publicadas e os registros históricos citados são documentados.
O que não foi decidido
A comparação política não é acusação criminal nem prova automática de intenção futura.
Situação em : Posições públicas documentadas, sem imputação criminal autônoma neste dossiê; revisão concluída em 17/10/2026.
- Documentado
Livro é publicado
A biografia escrita por Flávio reúne sua interpretação sobre 1964, Ustra, Carandiru e direitos humanos.
Fontes: 1 - Confirmado pelo citado
Passagens e resposta são publicadas
A reportagem apresenta os trechos e a assessoria afirma que a obra expressa valores também defendidos por Flávio.
Fontes: 1
Elogiar um torturador não é nostalgia. É uma escolha de lado.
Nossa leitura é que negar o golpe, reabilitar a ditadura e tratar Ustra como exemplo revela uma posição autoritária incompatível com a Presidência de uma democracia. Essa conclusão política não atribui a Flávio participação nas torturas documentadas.
A memória da ditadura é uma disputa sobre o presente
Quando um candidato chama agentes do regime de heróis e nega o golpe de 1964, ele não está apenas comentando história: está dizendo quais limites aceita para o Estado.
Ustra não é um símbolo abstrato
Documentos oficiais ligam o DOI-Codi sob seu comando a centenas de casos de tortura e dezenas de mortes. O elogio político precisa ser lido diante desse registro.
Carandiru expõe a seletividade dos direitos
Defender a ação que matou 111 presos e usar antecedentes de vítimas como justificativa desloca o foco do dever estatal de preservar vidas sob custódia.
- Flávio revê os elogios e negativas registrados?
- Que garantias oferece contra abuso de força estatal?
- O arquivo não afirma que Flávio participou de torturas, mortes ou ações do regime militar.
- A posição política registrada no livro não equivale, por si, a imputação criminal.
- A resposta de 2026 não detalhou cada passagem individualmente.
Pessoa central do arquivo; vínculos e atos são descritos individualmente, sem culpa por associação.
Instituição citada nos documentos deste dossiê.
Instituição citada nos documentos deste dossiê.
Instituição citada nos documentos deste dossiê.
Abra os documentos e as reportagens usados neste dossiê.
- reportagemEm livro sobre Bolsonaro, Flávio nega golpe militar, elogia Ustra e questiona urnas (abre em nova aba)
Folha de S.Paulo · publicado em · acesso em
Examina o livro publicado por Flávio em 2017 e documenta sua negação do golpe de 1964, o elogio a Ustra, o apoio à ação policial no Carandiru e a resposta de sua assessoria em 2026. - documento oficialRelatório da Comissão Nacional da Verdade — Volume III: Mortos e desaparecidos políticos (abre em nova aba)
Comissão Nacional da Verdade · publicado em · acesso em
Relatório oficial da Comissão Nacional da Verdade que documenta mortos e desaparecidos políticos e a estrutura repressiva da ditadura brasileira. - documento oficialFamílias Teles e Merlino — ações judiciais e atuação do DOI-Codi (abre em nova aba)
Comissão da Verdade do Estado de São Paulo Rubens Paiva · acesso em
Registra Ustra como comandante do DOI-Codi de São Paulo entre 1970 e 1974 e documenta torturas e mortes ocorridas no órgão sob seu comando.
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