O problema não é um caso isolado.
É o padrão.
Negociações milionárias, versões que mudam, relações que exigem explicação e propostas que podem mexer com seus direitos e com o futuro do país. Veja os documentos e entenda o conjunto.

O nome na defesa.
A família à espera.
O acórdão do STJ registra Flávio Bolsonaro entre os advogados. Veja o que o recurso pretendia, por que foi rejeitado e o que o documento permite afirmar.
Abrir o caso Ana Clara
Texto judicial: art. 8º, IV, da Lei 9.610/1998. Recorte sem alteração do conteúdo.
A República dos Laranjas
Amizade, sociedade ou patrimônio oculto? O mapa das relações financeiras de Flávio Bolsonaro.
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18.OUT.2026
Ele propôs pagar o trabalhador por hora.
Aplique a régua a ele.
Flávio recebe R$ 46.366,19 brutos por mês como senador. Mas o Senado não publica quantas horas ele trabalhou. Não existe relógio de ponto aberto ao cidadão. O que existe é o registro de cada decisão nominal — e, em 2026, o voto dele desapareceu de quase metade do painel.
Sem cartão de ponto, medimos a entrega que deixa rastro: voto registrado, presença sem voto, não comparecimento e ausência justificada.
O Senado abriu 62 decisões nominais.
Flávio votou em 32.
51,6%. Essa foi a participação dele nas votações nominais do ano. Para quem quer impor ao trabalhador a precisão da hora, entregar voto em pouco mais da metade das decisões é uma afronta.
Em 2026, a entrega registrada desabou.
Percentual de votações nominais em que Flávio registrou voto. “Presente, sem voto” não entra como voto.
R$ 46 mil garantidos. Entrega pela metade.
Aplicação direta dos 51,6% registrados até 18 de outubro sobre o subsídio mensal. A lei não paga senador por voto. Esta é a régua política de Flávio — pagamento proporcional à entrega — devolvida ao autor.
de subsídio bruto por voto registrado no período. A conta é simples: nove salários de R$ 46.366,19 divididos pelos 29 votos que ele efetivamente registrou.
Não foi numa votação qualquer. Foram dez decisões.
Indicações para embaixadas e para a Comissão de Valores Mobiliários, inclusive sua presidência.
NÃO COMPARECEUPLP 11/2026, sobre benefícios tributários para entidades sem fins lucrativos.
NÃO COMPARECEUO plano de morte e a cadeia de provas.
Impressões no Planalto, monitoramento, acusação da PGR e cinco votos do STF com páginas conferidas.
Conferir as provas →Um boleto. Quatro ressarcimentos.
O mesmo documento aparece associado a dois lançamentos de aluguel e dois de condomínio. Os valores foram incluídos nos totais oficiais e não há estorno visível na base aberta do Senado.
Seguir os documentos →Seis portas para o mesmo conjunto.
Dinheiro e patrimônio
Imóveis, negócios e fluxos que exigem origem e destino claros.
→02Vorcaro e Banco Master
Negativa, mensagens, cifras, remessas e investigação.
→03Queiroz, Adriano e milícias
Gabinete, homenagem, nomeações e limites da conclusão.
→04Democracia e Constituição
Ditadura, Ustra, urnas e promessa de mudança constitucional.
→05Direitos e serviços
SUS, jornada, cotas e população LGBTQIA+.
→06Brasil, Trump e soberania
Pix, pressão externa, minerais críticos e indústria.
→A verdade não caiu.
Foi atacada em horário nobre.
Na TV Globo, Flávio misturou seis afirmações falsas, duas enganosas e um dado verdadeiro. O registro público desmonta o pacote — do filme Dark Horse ao SUS, das armas às privatizações.
Ele negou diante das câmeras. O áudio apareceu. Então admitiu.
Reportagens publicaram áudios, mensagens, planilhas e um comprovante sobre captação privada para Dark Horse. A PF passou a investigar Flávio em julho de 2026 e relatou pedido de R$ 131 milhões e R$ 60 milhões pagos; registros jornalísticos anteriores apontavam aproximadamente US$ 24 milhões negociados e US$ 10,6 milhões transferidos. Flávio reconheceu as conversas, disse que buscava investimento privado lícito e nega crime.
R$ 600 mil para quê?
A campanha de Flávio pagou uma empresa associada a uma oferta de influência eleitoral com IA. O uso desse sistema pela campanha não está comprovado. O contrato completo também não foi apresentado ao público.
Lei e ordem para os outros
Flávio promete guerra ao crime, mas sua trajetória acumula homenagens, empregos e relações políticas com personagens ligados às milícias.
Ver o mapa das relaçõesO Pix é inegociável. Então por que Flávio ofereceu limites aos EUA?
Não há registro de promessa de extinguir o Pix. Há uma proposta escrita para limitar suas conexões internacionais em resposta aos Estados Unidos.
Comparar fala e documentoCompare a versão pública com o registro posterior.
Ele disse que era mentira. Depois pediu desculpas.
Flávio negou a informação sobre as conversas para financiar o filme.
Síntese da declaração exibida pela CNN após a primeira reportagem. O vídeo completo permanece acessível.
CNN Brasil · abrir fonte originalReconheceu que buscou patrocínio, pediu desculpas pela negativa e disse ter omitido a conversa por medo de perseguição.
Síntese da explicação posterior. O reconhecimento das conversas não equivale a admitir crime.
CNN Brasil · abrir fonte originalAs propostas saem do discurso e chegam ao cotidiano.
Estado, serviços e SUS
Flávio promete um SUS com “padrão Einstein”, mas combina Estado menor, expansão de contratos privados e nenhuma cifra verificável de dinheiro novo para a rede pública.
Ambiente e clima
O plano combina meta de desmatamento ilegal zero com licenciamento por prazo, fracking, expansão de petróleo e aceleração da mineração.
Povos indígenas
Flávio Bolsonaro chama sua proposta de autonomia. O histórico documentado é mais amplo: prometeu barrar demarcações no Mato Grosso, votou pelo Marco Temporal, é coautor de uma PEC que entrega ao Congresso a decisão sobre novos territórios e defende soja, gado e mineração dentro das terras indígenas.
Pessoas LGBTQIA+
Há falas antigas depreciativas, ausência de propostas específicas no plano e um voto posterior favorável a mecanismo de proteção no sistema prisional.
Arquivamento não é atestado de inocência.
O caso da rachadinha não acabou porque o dinheiro foi explicado. STJ e STF anularam provas centrais; sem poder usá-las, o próprio MP-RJ pediu o encerramento e o TJ-RJ rejeitou a denúncia. Os depósitos, os boletos pagos por Queiroz e o faturamento anômalo da loja ficaram sem julgamento completo.
Entender como o processo morreu →Não é um deslize. É um padrão de dinheiro sem resposta, relações perigosas, versões móveis e poder usado para escapar da cobrança.
Queiroz, depósitos em espécie, milícias, elogio à ditadura, ataques às urnas, negócios que exigem explicação e propostas que retiram proteção de quem depende do Estado. Antes de entregar a Presidência a Flávio Bolsonaro, o eleitor precisa olhar para o conjunto que a campanha prefere manter fragmentado.
Ver o padrão completoUma frase errada não absolve o resto.
A mentira precisa ser corrigida. Os fatos que sobreviveram à correção precisam ser encarados.
“Flávio Bolsonaro comprou pessoalmente 51 imóveis com dinheiro vivo.”
O número 51 se refere a imóveis negociados pelo conjunto da família Bolsonaro e inclui pagamentos totais ou parciais em espécie. Também é incorreto dizer que o valor integral desses imóveis foi pago em cédulas.
Corrigir o exagero não elimina a pergunta sobre a origem dos recursos, pagamentos em espécie e ganhos nas operações pessoais. O exagero está errado. A pergunta continua válida.
“Flávio Bolsonaro foi condenado no caso das rachadinhas.”
Não houve condenação. A defesa conseguiu anular provas centrais; sem poder usá-las, o próprio MP-RJ pediu o encerramento e o TJ-RJ rejeitou a denúncia.
Arquivamento não é atestado de inocência. O processo acabou porque perdeu sua base probatória, não porque 1.512 depósitos em espécie, pagamentos de contas pessoais e a divergência de faturamento foram considerados normais depois de julgamento completo.
“Flávio prometeu privatizar ou acabar com o SUS no primeiro dia de governo.”
A frase viral foi fabricada e não aparece nos discursos verificados em Porto Alegre.
A checagem falsa não deve impedir o debate real sobre custos, proteção de dados, contratos privados e capacidade pública de atendimento.
Não acredite no site. Abra a fonte.
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