Dados oficiais do TSE registram R$ 1,3 milhão em despesas contratadas pela campanha com a Elytron e R$ 600 mil efetivamente pagos até 17 de outubro. Reportagens associam a empresa a materiais de uma oferta de influência eleitoral com IA e informam outros R$ 131,9 mil pagos pelo PL. A documentação disponível não prova que a campanha tenha contratado ou usado a operação descrita.
Por que isso importa
Uma campanha presidencial destinou centenas de milhares de reais a uma empresa associada a uma oferta gravíssima. Dizer que o serviço foi legal não encerra o assunto. O eleitor tem direito de saber exatamente o que foi comprado, entregue e utilizado.
Seus dados e sua escolha eleitoral podem estar em jogo.
Operações digitais opacas podem explorar dados pessoais, fabricar aparência de apoio e distorcer o debate. Não há prova pública de que isso tenha ocorrido neste contrato; justamente por isso os entregáveis precisam ser abertos.
- Privacidade e uso de dados
- Integridade da informação
- Transparência do financiamento eleitoral
Do pagamento comprovado à hipótese que ainda exige prova.
Campanha de Flávio
R$ 600 mil pagos e R$ 1,3 milhão contratado no extrato oficial atual.
comprovadoElytron
A relação comercial é comprovada; a associação aos materiais é apresentada pelas reportagens.
associacao documentadaOferta de sistema de influência eleitoral
Este último elo não prova que o sistema tenha sido contratado, entregue ou utilizado pela campanha.
nao comprovadoO que aparecia na oferta atribuída à empresa
A lista abaixo descreve os materiais publicados pelo Intercept. Ela não é uma lista de serviços comprovadamente prestados à campanha.
Coletar grandes volumes de dados.
Mapear grupos de eleitores.
Criar cenários eleitorais.
Produzir conteúdo direcionado.
Espalhar rumores e informações falsas.
Criar contas artificiais.
Produzir memes e deepfakes.
Infiltrar debates nas redes.
Desacreditar adversários.
Utilizar técnicas descritas como guerra psicológica.
R$ 600 mil efetivamente pagos
A soma dos três pagamentos oficiais encontrados é R$ 600 mil. Todos se vinculam à despesa contratada em agosto.
Fontes: 1R$ 1,3 milhão contratado no extrato atual
Além dos R$ 600 mil contratados em agosto, há um lançamento de R$ 700 mil datado de 5 de outubro e descrito como referente ao segundo turno. Esse lançamento não aparece como pago no arquivo consultado.
Fontes: 1Os R$ 131,9 mil do PL são informação jornalística
Intercept e Jornal do Brasil informam pagamentos partidários nesse valor. A consulta ao arquivo partidário nacional disponível em 17 de outubro não localizou o nome ou CNPJ da Elytron; por isso o valor não é apresentado como confirmação direta do Rastreio Político.
Fontes: 3, 4, 1Materiais atribuídos a uma oferta de influência
O Intercept publicou documentos apresentados pelo ex-consultor Vincent Edward Reed e descreveu capacidades de coleta de dados, contas artificiais, rumores, memes, deepfakes e operações psicológicas.
Fontes: 3Sem prova de uso pela campanha
As próprias reportagens registram que os documentos não demonstram contratação ou uso do sistema pela campanha de Flávio ou pelo PL.
Fontes: 3, 4pagos pela campanha
Extrato do TSE gerado em 17/10/2026 · Fontes 1pagos pelo PL, segundo as reportagens
Não localizado na extração partidária consultada em 17/10/2026 · Fontes 3, 4despesas contratadas pela campanha
R$ 500 mil + R$ 100 mil + R$ 700 mil no extrato atual do TSE · Fontes 1Campanha de Flávio Bolsonaro ↔ Elytron Cybersecurity
A prestação eleitoral registra R$ 1,3 milhão contratado e R$ 600 mil pago pela campanha à empresa.
Por que importaA relação comercial é o elo comprovado que torna legítima a cobrança pela íntegra do contrato e dos entregáveis.
Partido Liberal ↔ Elytron Cybersecurity
Intercept e Jornal do Brasil noticiaram aproximadamente R$ 131,9 mil em pagamentos do PL à empresa.
Por que importaO pagamento noticiado ampliaria a relação para além da contabilidade da candidatura.
Elytron Cybersecurity ↔ Materiais de oferta eleitoral
Documentos publicados pelo Intercept associam o nome da empresa a uma apresentação de capacidades de influência eleitoral.
Por que importaOs materiais descrevem capacidades graves e exigem esclarecimento sobre autoria, clientes e uso.
Vincent Edward Reed ↔ Documentos sobre a Elytron
O ex-consultor entregou materiais à reportagem e declarou tê-los enviado ao FBI e ao Comitê de Supervisão da Câmara dos Estados Unidos.
Por que importaA origem dos documentos é indispensável para avaliar autenticidade, cadeia de custódia e interesse do denunciante.
A campanha diz que não contratou nenhum serviço ilegal.
Fontes: 3, 4A empresa diz trabalhar somente com defesa cibernética, nega ter oferecido manipulação eleitoral ou produção de deepfakes e afirma que investigará possível uso indevido de seu nome.
Fontes: 3, 4O que foi decidido
O TSE registra despesas contratadas e pagamentos. Esses dados comprovam a relação comercial e os valores lançados pela campanha.
O que não foi decidido
A prestação de contas não demonstra, sozinha, quais produtos foram entregues nem liga o contrato à operação apresentada nos Estados Unidos.
Situação em : Pagamentos e despesas contratadas constam da prestação eleitoral; finalidade, entregáveis e eventual uso da operação descrita continuam sem comprovação pública.
- Documentado
Primeiro contrato registrado
O extrato oficial registra despesa de R$ 500 mil, depois acrescida em R$ 100 mil, sob o mesmo identificador de despesa.
Fontes: 1 - Documentado
Pagamento de R$ 500 mil
O arquivo de despesas pagas registra R$ 500 mil provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
Fontes: 1 - Documentado
Novo contrato de R$ 700 mil
A prestação atual registra contratação para o segundo turno, ainda sem pagamento correspondente no arquivo consultado.
Fontes: 1 - Documentado
Mais R$ 100 mil pagos
Dois lançamentos, de R$ 97.463,07 e R$ 2.536,93, completam os R$ 600 mil pagos identificados.
Fontes: 1 - Denunciado
Documentos e denúncias vêm a público
Reportagens apresentam materiais entregues por um ex-consultor e publicam as negativas da campanha e da Elytron.
Fontes: 3, 4
Transparência exige documentos, não apenas uma negativa.
Negar ilegalidade é importante, mas não explica o objeto do contrato, os entregáveis, os dados utilizados nem a diferença entre os valores encontrados.
A gravidade não depende de inventar uma finalidade
Não é preciso afirmar que a campanha pagou para manipular a eleição. Basta registrar o pagamento comprovado, a associação documentada e a ausência do contrato integral para reconhecer que a desconfiança é legítima.
O valor parcial ficou superado
As reportagens mencionaram R$ 1 milhão na prestação parcial. O extrato oficial atual soma R$ 1,3 milhão contratado; R$ 600 mil aparecem pagos.
- Qual é a íntegra do contrato com a Elytron?
- Quais serviços aparecem nas notas fiscais?
- Quais produtos foram efetivamente entregues?
- Quem, dentro da campanha, aprovou a contratação?
- A empresa recebeu dados de eleitores ou apoiadores?
- Houve segmentação política ou comportamental de cidadãos?
- Foram utilizadas contas automatizadas, perfis falsos ou redes coordenadas?
- A empresa ou seus fornecedores produziram vídeos, áudios sintéticos, memes ou deepfakes?
- Quais plataformas foram monitoradas?
- Houve contratação de empresas ou consultores no exterior?
- Como se explicam os R$ 1,3 milhão contratados, os R$ 600 mil pagos e os R$ 131,9 mil partidários noticiados?
- Existe auditoria, relatório técnico ou lista de entregáveis que possa ser publicada?
- A campanha autoriza a divulgação integral dos contratos, relatórios e notas fiscais?
A documentação disponível ainda não permite afirmar que a campanha contratou ou utilizou a operação clandestina descrita nos materiais.
- Não está comprovado que a campanha utilizou contas falsas.
- Não está comprovado que tenha contratado produção de deepfakes.
- Não está comprovada a disseminação de desinformação pela Elytron em benefício de Flávio.
- Não está comprovado que o pagamento tenha como finalidade a operação apresentada nos Estados Unidos.
- Não está comprovado que o resultado eleitoral tenha sido manipulado por esse sistema.
Pessoa central do arquivo; vínculos e atos são descritos individualmente, sem culpa por associação.
Instituição citada nos documentos deste dossiê.
Instituição citada nos documentos deste dossiê.
Instituição citada nos documentos deste dossiê.
Instituição citada nos documentos deste dossiê.
Abra os documentos e as reportagens usados neste dossiê.
- documento oficialDados abertos — prestação de contas eleitorais de 2026 (abre em nova aba)
Tribunal Superior Eleitoral · acesso em
Arquivos oficiais do SPCE. Na extração de 17 de outubro, o CNPJ da Elytron aparece em R$ 1,3 milhão contratado pela campanha e R$ 600 mil efetivamente pagos. - documento oficialPrestação de contas eleitorais — Eleições 2026 (abre em nova aba)
Tribunal Superior Eleitoral · acesso em
Página oficial que explica a prestação de contas, os sistemas eleitorais e os meios públicos de consulta dos dados declarados por candidaturas e partidos. - reportagemFlávio pagou empresa ligada a oferta de sistema para manipular eleições (abre em nova aba)
Intercept Brasil · publicado em · acesso em
Publica documentos fornecidos pelo ex-consultor Vincent Edward Reed, descreve a oferta atribuída à empresa, os valores eleitorais e as negativas da campanha e da Elytron; ressalva que não há prova de uso pela campanha. - reportagemFlávio pagou R$ 600 mil à Elytron, empresa citada em oferta de manipulação eleitoral (abre em nova aba)
Jornal do Brasil · publicado em · acesso em
Corrobora os pagamentos noticiados, o conteúdo atribuído aos materiais e as respostas que negam contratação ou oferta de serviços ilegais.
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